Ivete Sangalo doa uma carreta para o Hospital do Câncer de Barretos
A cantora é a madrinha do projeto de prevenção ao câncer da instituição que fica no interior de São Paulo
Ivete Sangalo doou uma carreta para o Hospital do Câncer em Barretos, em São Paulo, no sábado, 12. A carreta de prevenção à doença tem o rosto da cantora estampado e é equipada com mamógrafo para realizar exames em mulheres de 40 a 69 anos. A carreta fará 120 exames ao dia. Ivete (na foto com o diretor geral do hospital, Henrique Prata) é a madrinha do projeto e a sua imagem ilustra toda a campanha de prevenção ao câncer do hospital.
A Cantora da uma grande demostração do que é acessibilidade para aqueles que necessitam de apoio e uma condição de vida mais digna na área da saúde.
IVETE SANGALO APOIA O PORTAL SAÚDE
quinta-feira, 31 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
Promoção da saúde X acessibilidade
Promoção da saúde X acessibilidade
por Adriana Leocádio
24/07/2008
Para a especialista em comportamento do consumidor, Adriana Leocádio, há uma grande diferença entre teoria e prática no acesso à medicina
A relação entre a saúde e as condições gerais de vida das populações foi constatada e explicitada na origem da medicina moderna. Os médicos, envolvidos com o intenso movimento social que emergiu ao relacionarem a doença com o ambiente, articulavam-no também às relações sociais que o produziam. A medicina fundia-se à política e expandia-se em direção ao espaço social.
Deixe o seu comentário sobre esta notícia
Tem mais informações sobre o tema? Então, clique aqui
Esse pensamento identifica-se com a perspectiva anticontagionista, que atribui a doença a um desequilíbrio do conjunto de circunstâncias que interferem na vida de um indivíduo ou de uma população, constituindo uma predisposição favorável ao surgimento de doenças.
O movimento da medicina preventiva surgiu visando dar uma melhor qualidade de vida a população. A concepção de níveis de prevenção foi incorporada ao discurso da Medicina Comunitária no Brasil na década de 1960 e orientou o estabelecimento de níveis de atenção nos sistemas e serviços de saúde que vigoram até hoje. Foi amplamente difundida durante os anos 1970 e 1980, juntamente com as propostas de Atenção Primária em Saúde e a idéia de "saúde para todos no ano 2000", contida na declaração de Alma-Ata (Teixeira, 2001). Contudo, o desenvolvimento da medicina no Brasil manteve a predominância de uma prática individual, com enfoque curativo dos problemas de saúde e a as dicotomias teoria-prática; psíquico-orgânico; indivíduo-sociedade, ou seja, chegamos a 2008 sem conseguirmos colocar em prática o Projeto feito para o ano 2000: "saúde para todos".
Agora a minha pergunta é: por que não evoluímos? Para onde foram os recursos destinados à saúde? Toda a arrecadação da CPMF? E, para mim, o que é ainda pior, para onde irão os recursos?
Técnicas de exames complementares com sofisticação crescente aperfeiçoaram as ações preventivas com base no diagnóstico precoce. Foram construídos recursos poderosos para prevenção de doenças, incapacidade e morte por problemas como cardiopatia isquêmica, algumas formas de câncer, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, etc.
Mais uma vez, tudo na teoria fica bem mais bonito e plausível. Personagens e formadores de opinião indo a mídia falar sobre prevenção, programas de conscientização, etc.
Tudo é muito válido, a informação é válida. É bom que as pessoas saibam que existem meios de tratar melhor suas "doenças", mas agora vem a pergunta: Tudo é realmente válido e produtivo na hora que precisamos e vamos buscar o acesso à realização de tantos exames preventivos que nos oferecem? Não. Isto não é válido, nem tampouco produtivo, pois é nesta hora que nos deparamos com verdadeiras condições subumanas.
Será que com isso tudo acontecendo, ao invés de qualificarmos a população em termos de informação, não estamos fazendo-a caminhar para um nível de estrangulamento onde não há nenhuma luz no fim do túnel?
Convido todos a fazer um breve exercício mental: o que acontece com uma mulher que realiza o auto-exame da mama, detecta um caroço e vai em busca da realização de um exame de mamografia no SUS ou sequer uma mera consulta para fazer um diagnóstico geral? No mínimo vai aguardar uma fila de seis meses de espera. Isso falando de São Paulo, Capital, que ainda é considerada a referência no Brasil.
Inúmeros eventos internacionais, publicações conceituais e resultados de pesquisas práticas foram elaborados no decorrer dos últimos 15 anos, evidenciando a grande diversidade de perspectivas contempladas no campo da promoção da saúde. Por um lado, observa-se uma tendência que privilegia, nos projetos em promoção da saúde, a dimensão comportamental e do auto- cuidado.
Os conceitos de prevenção de doenças e de promoção da saúde não se distinguem claramente na prática do setor saúde. As práticas em promoção da saúde, da mesma forma que as de prevenção de doenças, fazem uso do conhecimento técnico e científico específico do campo da saúde.
O importante nesse artigo é ressaltar que continuamos mais do que nunca, vivendo um momento de total falência do sistema Único de Saúde, vide o caso dos recentes 20 óbitos registrados em uma semana na Santa Casa de Misericórdia de Belém, no Pará. E ainda tivemos que ouvir estupefatos a Secretária de Saúde do Estado, Laura Rosseti, que atribuiu os óbitos ao estado clínico no qual "as crianças chegam para atendimento". Seguindo por esse caminho, eu poderia escrever um livro narrando diferentes casos.
Talvez muitos não saibam que existem somente quatro especialistas que operam endometriose, uma doença muito comum -e séria - entre mulheres na capital de São Paulo pelo SUS, que tem capacidade de fazer até 100 operações por mês, mas, só realizam UMA.
Jamais devemos desistir da luta, mais fica muito difícil de combater as diferenças quando todos só têm interesse em divulgar o que é bonito.
Por isso, o meu objetivo é abordarmos como vamos dar acesso à população, para que ela possa ter a chance de uma qualidade de vida mais digna. Fazer valer seus direitos no que tange à saúde, convocar a mídia, a população e os médicos a abraçarem esta causa. Vamos juntar forças com as ONGs que representam algum tipo de patologia clínica e cobrar do Governo nossos devidos direitos constituídos.
Contem comigo!
Adriana Leocádio é especialista em comportamento do consumidor e presidente do portal Saúde: ww.portalsaude.org
por Adriana Leocádio
24/07/2008
Para a especialista em comportamento do consumidor, Adriana Leocádio, há uma grande diferença entre teoria e prática no acesso à medicina
A relação entre a saúde e as condições gerais de vida das populações foi constatada e explicitada na origem da medicina moderna. Os médicos, envolvidos com o intenso movimento social que emergiu ao relacionarem a doença com o ambiente, articulavam-no também às relações sociais que o produziam. A medicina fundia-se à política e expandia-se em direção ao espaço social.
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Esse pensamento identifica-se com a perspectiva anticontagionista, que atribui a doença a um desequilíbrio do conjunto de circunstâncias que interferem na vida de um indivíduo ou de uma população, constituindo uma predisposição favorável ao surgimento de doenças.
O movimento da medicina preventiva surgiu visando dar uma melhor qualidade de vida a população. A concepção de níveis de prevenção foi incorporada ao discurso da Medicina Comunitária no Brasil na década de 1960 e orientou o estabelecimento de níveis de atenção nos sistemas e serviços de saúde que vigoram até hoje. Foi amplamente difundida durante os anos 1970 e 1980, juntamente com as propostas de Atenção Primária em Saúde e a idéia de "saúde para todos no ano 2000", contida na declaração de Alma-Ata (Teixeira, 2001). Contudo, o desenvolvimento da medicina no Brasil manteve a predominância de uma prática individual, com enfoque curativo dos problemas de saúde e a as dicotomias teoria-prática; psíquico-orgânico; indivíduo-sociedade, ou seja, chegamos a 2008 sem conseguirmos colocar em prática o Projeto feito para o ano 2000: "saúde para todos".
Agora a minha pergunta é: por que não evoluímos? Para onde foram os recursos destinados à saúde? Toda a arrecadação da CPMF? E, para mim, o que é ainda pior, para onde irão os recursos?
Técnicas de exames complementares com sofisticação crescente aperfeiçoaram as ações preventivas com base no diagnóstico precoce. Foram construídos recursos poderosos para prevenção de doenças, incapacidade e morte por problemas como cardiopatia isquêmica, algumas formas de câncer, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, etc.
Mais uma vez, tudo na teoria fica bem mais bonito e plausível. Personagens e formadores de opinião indo a mídia falar sobre prevenção, programas de conscientização, etc.
Tudo é muito válido, a informação é válida. É bom que as pessoas saibam que existem meios de tratar melhor suas "doenças", mas agora vem a pergunta: Tudo é realmente válido e produtivo na hora que precisamos e vamos buscar o acesso à realização de tantos exames preventivos que nos oferecem? Não. Isto não é válido, nem tampouco produtivo, pois é nesta hora que nos deparamos com verdadeiras condições subumanas.
Será que com isso tudo acontecendo, ao invés de qualificarmos a população em termos de informação, não estamos fazendo-a caminhar para um nível de estrangulamento onde não há nenhuma luz no fim do túnel?
Convido todos a fazer um breve exercício mental: o que acontece com uma mulher que realiza o auto-exame da mama, detecta um caroço e vai em busca da realização de um exame de mamografia no SUS ou sequer uma mera consulta para fazer um diagnóstico geral? No mínimo vai aguardar uma fila de seis meses de espera. Isso falando de São Paulo, Capital, que ainda é considerada a referência no Brasil.
Inúmeros eventos internacionais, publicações conceituais e resultados de pesquisas práticas foram elaborados no decorrer dos últimos 15 anos, evidenciando a grande diversidade de perspectivas contempladas no campo da promoção da saúde. Por um lado, observa-se uma tendência que privilegia, nos projetos em promoção da saúde, a dimensão comportamental e do auto- cuidado.
Os conceitos de prevenção de doenças e de promoção da saúde não se distinguem claramente na prática do setor saúde. As práticas em promoção da saúde, da mesma forma que as de prevenção de doenças, fazem uso do conhecimento técnico e científico específico do campo da saúde.
O importante nesse artigo é ressaltar que continuamos mais do que nunca, vivendo um momento de total falência do sistema Único de Saúde, vide o caso dos recentes 20 óbitos registrados em uma semana na Santa Casa de Misericórdia de Belém, no Pará. E ainda tivemos que ouvir estupefatos a Secretária de Saúde do Estado, Laura Rosseti, que atribuiu os óbitos ao estado clínico no qual "as crianças chegam para atendimento". Seguindo por esse caminho, eu poderia escrever um livro narrando diferentes casos.
Talvez muitos não saibam que existem somente quatro especialistas que operam endometriose, uma doença muito comum -e séria - entre mulheres na capital de São Paulo pelo SUS, que tem capacidade de fazer até 100 operações por mês, mas, só realizam UMA.
Jamais devemos desistir da luta, mais fica muito difícil de combater as diferenças quando todos só têm interesse em divulgar o que é bonito.
Por isso, o meu objetivo é abordarmos como vamos dar acesso à população, para que ela possa ter a chance de uma qualidade de vida mais digna. Fazer valer seus direitos no que tange à saúde, convocar a mídia, a população e os médicos a abraçarem esta causa. Vamos juntar forças com as ONGs que representam algum tipo de patologia clínica e cobrar do Governo nossos devidos direitos constituídos.
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Adriana Leocádio é especialista em comportamento do consumidor e presidente do portal Saúde: ww.portalsaude.org
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sábado, 17 de maio de 2008
A SEXUALIDADE NO PROCESSO DO ENVELHECIMENTO
Por Adriana Leocádio
www.portalsaude.org
As terapias de reposição hormonal assim como as novas moléculas (sildenafil, tadalafil) que lutam contra as disfunções da ereção revelaram a demanda crescente na área da saúde sexual na segunda metade da vida. Entretanto, o lugar da sexualidade no processo de envelhecimento constitui um assunto particularmente contaminado por preconceitos.
Problemática
A pirâmide das idades mostra um envelhecimento progressivo da população nos países ocidentais. A visibilidade social desta camada da população é atualmente um fenômeno presente em todos os países que conseguiram dilatar a esperança de vida através dos progressos combinados da medicina e do meio ambiente. As repercussões do processo de envelhecimento sobre a sexualidade constituem um assunto particularmente contaminado por preconceitos.
Até recentemente, ainda se acreditava que por volta dos cinqüenta anos o declínio da função sexual era inevitável face à menopausa feminina e à instalação progressiva das disfunções da ereção masculina. Além disto, a atividade sexual perdia fatalmente seu objetivo de procriação e, portanto, sua justificativa social. A concepção pioneira de Freud (1905/1969) afirmando o prazer como objetivo da sexualidade humana liberou-a da obrigação de resultado pela reprodução. A tese de Freud veio a ser confirmada com a recente emergência do conceito de saúde sexual e com a sua dissociação progressiva do conceito de reprodução, o que coloca em evidência a autonomização da vida sexual e sua importância para a realização e o bem-estar dos indivíduos durante toda a vida (Giami, 2003). Mas esta liberdade ideológica só pôde tornar-se realidade com a conquista tecnológica dos hormônios sintéticos. Tornou-se assim possível tanto a contracepção quanto a terapia de reposição hormonal que facilita manter a função sexual prazerosa após a menopausa. Mais recentemente, o sildenafil e o tadalafil vieram proteger os homens das perturbações da ereção cujo potencial patológico se revela provavelmente muito mais a nível psicológico que fisiológico. Assim, os progressos da medicina minimizam as barreiras biológicas que dificultavam a manutenção da atividade sexual na segunda metade da vida. Espera-se que junto com a dilatação da esperança de vida e do progresso científico e técnico que homem tem sido capaz de pôr em marcha, haja uma evolução social e cultural e uma mudança das mentalidades capaz de integrar a sexualidade das pessoas idosas harmoniosamente em tais avanços.
AUTO-ESTIMA NA 3° IDADE
Nos dias atuais, uma das preocupações em relação ao envelhecimento, são as questões ligadas ás qualidade de vida e auto-estima na velhice.
Envelhecer não significa parar no tempo e sim continuar mantendo a integridade mental e física até os últimos anos de vida. Velhice não implica necessariamente doença e afastamento, quanto mais eles forem atuantes e integrados em seu meio social, menos ônus trarão para a sua família e para os serviços de saúde. É possível ter um envelhecimento bem-sucedido, envelhecer não é um fator de risco, pois há evidências de que as pessoas mais velhas tornam-se mais eficazes no uso de processos adaptativos, tendem a apresentar boa capacidade para compreender a relação entre as condições que definem o que é possível, ou não, e aplicar tal conhecimento em seu desenvolvimento pessoal e em sua adaptação.
As avaliações pessoais e sociais são importantes na determinação do grau de satisfação com o envelhecimento e com a velhice, mantendo um envelhecimento bem-sucedido e bem-estar psicológico. Segundo Neri e Freire (2000), o bem-estar psicológico é um dos determinantes de uma velhice bem-sucedida, expressão que diz da possibilidade de os idosos manterem a saúde e a funcionalidade física, mental e social, bem como preservarem elevada capacidade de adaptação, a partir de investimentos pessoais e culturais iniciada precocemente. O envelhecimento bem sucedido está relacionado à boa qualidade de toda uma vida. Os indivíduos envelhecem de forma diferenciada, dependendo de como organizam suas vidas, das circunstâncias históricas e culturais em que vivem, etc. Isso faz com que adaptem às transformações ocorridas em si e no meio em que está inserido, sendo um processo individual.
De acordo com Branden (2001), ciência é a arte de gostarmos de nós mesmos, e de como isso é importante para o equilíbrio psicológico na velhice, em parte porque a auto-estima é parte do conhecimento que temos a respeito de nós próprios, em parte porque ambos são importantes mediadores do bem-estar psicológico, das realizações do senso de integridade, das capacidades de lidar com os eventos de transição e da definição de metas.
Portanto, auto-estima significa gostar de nós mesmos, não se trata de excesso de valorização de nossa própria pessoa, e não aparece de modo isolado, ela se desenvolve como parte de nossa personalidade.
Para se construir uma identidade exige tempo, vivenciar muitas coisas para selecionar o que fará parte de nós. A integração é também um fator muito importante à auto-estima.
Contexto científico
Para compreender a problemática da sexualidade nos adultos maduros e idosos (após os 50 anos de idade), é preciso levar em conta os fatores básicos que afetam o comportamento e a resposta sexual em qualquer idade:
1. Saúde física. A doença pode reduzir ou impedir o interesse pela sexualidade em qualquer idade.
2. Preconceitos sociais. Do ponto de vista do ciclo vital, o envelhecimento é um processo bio-psico-social, ou seja: caracterizado por mudanças fisiológicas, psicológicas e nos papéis sociais.
3. Auto-estima. Na sociedade contemporânea, os valores culturais orientados para a juventude tendem a depreciar os indivíduos idosos em termos de sua aptidão e atração sexual, particularmente as mulheres (Leiblum, 1990). Pessoas desta faixa etária são compelidas a aposentar-se também do terreno sexual, no qual as iniciativas representam um risco importante de desapontamento e frustração.
4. Conhecimentos sobre a sexualidade. Master e Johnson (1970) explicam que muitos homens deixam de ter relações e se tornam impotentes porque, não compreendendo as mudanças fisiológicas ligadas ao processo do envelhecimento, interpretam-nas como sendo sintomas de impotência.
5. Status conjugal. A regularidade das relações sexuais da faixa etária em referência (depois dos 50 anos de idade) está muito ligada à oportunidade representada pela situação conjugal.
A geração que ultrapassou os cinqüenta anos, idade que marca o início das alterações bio-psico-sociais caracterizando o envelhecimento, confronta-se atualmente com um conflito entre os estereótipos e os valores ligados à sexualidade internalizados ao longo da vida e a oferta recente de recursos que permitem assumir as inclinações pessoais realmente percebidas.
Colaboração: Simone Petinatti - Hair Stylist - Fone: (11) 3094.2640
Simone da Cunha Costa - Psicologa
www.portalsaude.org
As terapias de reposição hormonal assim como as novas moléculas (sildenafil, tadalafil) que lutam contra as disfunções da ereção revelaram a demanda crescente na área da saúde sexual na segunda metade da vida. Entretanto, o lugar da sexualidade no processo de envelhecimento constitui um assunto particularmente contaminado por preconceitos.
Problemática
A pirâmide das idades mostra um envelhecimento progressivo da população nos países ocidentais. A visibilidade social desta camada da população é atualmente um fenômeno presente em todos os países que conseguiram dilatar a esperança de vida através dos progressos combinados da medicina e do meio ambiente. As repercussões do processo de envelhecimento sobre a sexualidade constituem um assunto particularmente contaminado por preconceitos.
Até recentemente, ainda se acreditava que por volta dos cinqüenta anos o declínio da função sexual era inevitável face à menopausa feminina e à instalação progressiva das disfunções da ereção masculina. Além disto, a atividade sexual perdia fatalmente seu objetivo de procriação e, portanto, sua justificativa social. A concepção pioneira de Freud (1905/1969) afirmando o prazer como objetivo da sexualidade humana liberou-a da obrigação de resultado pela reprodução. A tese de Freud veio a ser confirmada com a recente emergência do conceito de saúde sexual e com a sua dissociação progressiva do conceito de reprodução, o que coloca em evidência a autonomização da vida sexual e sua importância para a realização e o bem-estar dos indivíduos durante toda a vida (Giami, 2003). Mas esta liberdade ideológica só pôde tornar-se realidade com a conquista tecnológica dos hormônios sintéticos. Tornou-se assim possível tanto a contracepção quanto a terapia de reposição hormonal que facilita manter a função sexual prazerosa após a menopausa. Mais recentemente, o sildenafil e o tadalafil vieram proteger os homens das perturbações da ereção cujo potencial patológico se revela provavelmente muito mais a nível psicológico que fisiológico. Assim, os progressos da medicina minimizam as barreiras biológicas que dificultavam a manutenção da atividade sexual na segunda metade da vida. Espera-se que junto com a dilatação da esperança de vida e do progresso científico e técnico que homem tem sido capaz de pôr em marcha, haja uma evolução social e cultural e uma mudança das mentalidades capaz de integrar a sexualidade das pessoas idosas harmoniosamente em tais avanços.
AUTO-ESTIMA NA 3° IDADE
Nos dias atuais, uma das preocupações em relação ao envelhecimento, são as questões ligadas ás qualidade de vida e auto-estima na velhice.
Envelhecer não significa parar no tempo e sim continuar mantendo a integridade mental e física até os últimos anos de vida. Velhice não implica necessariamente doença e afastamento, quanto mais eles forem atuantes e integrados em seu meio social, menos ônus trarão para a sua família e para os serviços de saúde. É possível ter um envelhecimento bem-sucedido, envelhecer não é um fator de risco, pois há evidências de que as pessoas mais velhas tornam-se mais eficazes no uso de processos adaptativos, tendem a apresentar boa capacidade para compreender a relação entre as condições que definem o que é possível, ou não, e aplicar tal conhecimento em seu desenvolvimento pessoal e em sua adaptação.
As avaliações pessoais e sociais são importantes na determinação do grau de satisfação com o envelhecimento e com a velhice, mantendo um envelhecimento bem-sucedido e bem-estar psicológico. Segundo Neri e Freire (2000), o bem-estar psicológico é um dos determinantes de uma velhice bem-sucedida, expressão que diz da possibilidade de os idosos manterem a saúde e a funcionalidade física, mental e social, bem como preservarem elevada capacidade de adaptação, a partir de investimentos pessoais e culturais iniciada precocemente. O envelhecimento bem sucedido está relacionado à boa qualidade de toda uma vida. Os indivíduos envelhecem de forma diferenciada, dependendo de como organizam suas vidas, das circunstâncias históricas e culturais em que vivem, etc. Isso faz com que adaptem às transformações ocorridas em si e no meio em que está inserido, sendo um processo individual.
De acordo com Branden (2001), ciência é a arte de gostarmos de nós mesmos, e de como isso é importante para o equilíbrio psicológico na velhice, em parte porque a auto-estima é parte do conhecimento que temos a respeito de nós próprios, em parte porque ambos são importantes mediadores do bem-estar psicológico, das realizações do senso de integridade, das capacidades de lidar com os eventos de transição e da definição de metas.
Portanto, auto-estima significa gostar de nós mesmos, não se trata de excesso de valorização de nossa própria pessoa, e não aparece de modo isolado, ela se desenvolve como parte de nossa personalidade.
Para se construir uma identidade exige tempo, vivenciar muitas coisas para selecionar o que fará parte de nós. A integração é também um fator muito importante à auto-estima.
Contexto científico
Para compreender a problemática da sexualidade nos adultos maduros e idosos (após os 50 anos de idade), é preciso levar em conta os fatores básicos que afetam o comportamento e a resposta sexual em qualquer idade:
1. Saúde física. A doença pode reduzir ou impedir o interesse pela sexualidade em qualquer idade.
2. Preconceitos sociais. Do ponto de vista do ciclo vital, o envelhecimento é um processo bio-psico-social, ou seja: caracterizado por mudanças fisiológicas, psicológicas e nos papéis sociais.
3. Auto-estima. Na sociedade contemporânea, os valores culturais orientados para a juventude tendem a depreciar os indivíduos idosos em termos de sua aptidão e atração sexual, particularmente as mulheres (Leiblum, 1990). Pessoas desta faixa etária são compelidas a aposentar-se também do terreno sexual, no qual as iniciativas representam um risco importante de desapontamento e frustração.
4. Conhecimentos sobre a sexualidade. Master e Johnson (1970) explicam que muitos homens deixam de ter relações e se tornam impotentes porque, não compreendendo as mudanças fisiológicas ligadas ao processo do envelhecimento, interpretam-nas como sendo sintomas de impotência.
5. Status conjugal. A regularidade das relações sexuais da faixa etária em referência (depois dos 50 anos de idade) está muito ligada à oportunidade representada pela situação conjugal.
A geração que ultrapassou os cinqüenta anos, idade que marca o início das alterações bio-psico-sociais caracterizando o envelhecimento, confronta-se atualmente com um conflito entre os estereótipos e os valores ligados à sexualidade internalizados ao longo da vida e a oferta recente de recursos que permitem assumir as inclinações pessoais realmente percebidas.
Colaboração: Simone Petinatti - Hair Stylist - Fone: (11) 3094.2640
Simone da Cunha Costa - Psicologa
A IMPORTÂNCIA DO CABELO NA SOCIEDADE
Por Adriana Leocádio
www.portalsaude.org
“Nega do cabelo duro,
Qual o pente que te penteia
Teu cabelo ta moda
O teu corpo bamboleia
Minha nega, meu amor
Qual é o pente que te penteia...”
Cantado em verso e prosa por diferentes ícones do nosso cancioneiro popular, cabelo sempre está presente em nossa vida. Posso afirmar que o cabelo faz parte da lista que cobiçamos ao admirar alguém, só perde para: bumbuns, seios e sorrisos. Que me perdoem os carecas que por sinal em sua maioria são recheados de puro charme.
A importância dos cabelos é tanta em nossa vida que um dos mais recentes sucessos americanos é o musical Hairspray. Obteve a maior renda de estréia alcançada até hoje por um longa do gênero, batendo sucessos como "Grease: Nos tempos da brilhantina" e "Moulin Rouge! - Amor em Vermelho”. "Hairspray" é baseado em um musical da Broadway e conta a história de uma adolescente um pouco acima do peso que sonha em ser estrela de um show de tv que apresenta jovens talentos da dança.Logo a garota desperta a inveja de pessoas do meio.Tudo se passa na década de 60. A estréia no Brasil está prevista para Setembro deste ano.
Os cabelos, apesar de não terem função fisiológica vital, tem uma grande importância psicossocial relacionada à aparência e auto estima. O cabelo é uma estrutura complexa que tem bulbo (raiz) formado de vários tipos de células e haste que consiste também de células e algumas proteínas destacando-se a queratina e melanina. O cabelo tem um ciclo trocando várias vezes durante a vida. No couro cabeludo há em média 150.000 fios sendo que volta de 10% estão na fase de queda. O crescimento do cabelo é de cerca de 1 cm por mês e a perda normal varia de 50 a 100 fios.
Imagem é tudoMarketing pessoal exige mais do que palavras ao vento; vai desde a postura ética, passando pela competência, até os valores que o profissional defende na sociedade.
Conhecimento, treinamento, dedicação, disciplina e muita perseverança são as características que definem um profissional que aplica na sua carreia a estratégia do marketing pessoal. Uma carreira bem-sucedida é baseada em conhecimento, talento e, sobretudo, na imagem que o profissional consegue com os colegas e chefias.
A estratégia adotada é ser sempre simpático com os clientes, mostrar à chefia segurança na tomada de decisões e cuidar do visual. “Quando nos preparamos, temos mais gás para executar os objetivos, mais disposição para as funções profissionais.”
O diferencial é a forma alegre com que se trata os desafios e a motivação permanente. Um dos investimentos no visual que está em voga é uma completa reforma no sorriso, realinhando os dentes.
Além dos tratamentos capilares que vão desde corte e tintura até tratamentos mais específicos.A importância dos cabelosNas comunidades humanas, a estética é muito valorizada. Em razão disso, apesar de não apresentarem importância maior para a sobrevivência do indivíduo, os cabelos têm valor indiscutível como ornamento pessoal.Em algumas culturas, o aspecto dos cabelos assinala diferenças sociais ou profissionais; já em outras, atende a exigências religiosas ou até mesmo a posicionamentos políticos.Compondo a moldura do rosto, os cabelos sinalizam formas de encarar a vida e, muitas vezes, importantes mudanças do comportamento pessoal.Cortá-los, penteá-los, pintá-los de acordo com os próprios desejos são maneiras que cada um tem de demarcar sua individualidade.Contribuindo para uma imagem clássica ou radical, os cabelos são repletos de significados associados a conceitos de ousadia, juventude, liberdade, sedução e poder.Constituem-se na característica mais marcante e variável dos seres humanos, tornando-se ingredientes fundamentais da identidade pessoal.Para muitos, perdê-los é um desfiguramento grave.
Dentro deste universo conversei com a consagrada “hair stylist” Simone Petinatti, do Studio W – Shopping Iguatemi SP, que trabalha com criações únicas, pois é especialista em Alquimia em cores, além de aplicar a técnica do visagismo fazendo cortes que combinam com personalidade e estilo de cada cliente.
Simone também assinala que um ponto forte no seu estilo de trabalho é ensinar aos clientes a melhor forma de aplicar saúde aos nossos cabelos, que vão da reconstrução de fios, alisamentos, até prevenção de queda.
MAS ATÉ QUE PONTO O CABELO INFLUNCIA A NOSSA PERSONALIDADE?
De acordo com Branden (2002), auto-estima é a capacidade que uma pessoa tem de confiar em si própria, é algo que afeta crucialmente todos os aspectos da nossa experiência, é expressar de forma adequada para si e para os outros as próprias necessidades e desejos. A auto-estima não aparece de modo isolado, ela se desenvolve como parte de nossa personalidade. Portanto, a auto-estima é a chave para o sucesso ou para o fracasso.
Existe a auto-estima positiva e a auto-estima negativa. A auto-estima positiva é sentir-se confiantemente adequado a vida e a auto-estima baixa é sentir-se inadequado a vida, com negativismo sobre si mesmo.
“Canto porque amo. Mas também canto para os meus fãs e eles merecem de mim o melhor e isso inclui em visual, pois tenho consciência que sirvo de referencia para muitas pessoas, por isso não abro mão de manter meus cabelos sempre tratados e com um estilo que retrata minha personalidade” – Cantor Paulo Ricardo.
Segundo alguns estudiosos, a auto-estima parece ter uma ligação muito forte com os objetivos e planos que estabelecemos para nós e que dão um significado à nossa vida. Desenvolver a auto-estima é desenvolver a condição de que somos capazes de viver e somos merecedores da felicidade, e portanto, capazes de enfrentar a vida com mais confiança, boa vontade e otimismo, que nos ajudam a atingir nossas metas e a sentirmo-nos realizados. Desenvolver a auto-estima é expandir nossa capacidade de ser feliz.
A baixa auto-estima gera ansiedade, medo, depressão, fobias, enfim, uma série de outros problemas. Pois a baixa auto-estima revela uma pessoa que não expressa os seus sentimentos para os outros, acaba tornando-se mentirosa a si mesma.
Auto-estima, seja qual for o nível, é uma experiência íntima, reside na carne do nosso ser. É o que eu penso e sinto sobre mim mesmo, não o que o outro pensa e sente sobre mim.
Em nossa sociedade as pessoas primeiro criticam para depois e bem depois aceitarem as diferenças. Já tive cabelo longo, curto, liso, encaracolado, já fui morena e atualmente estou alinhada a minha natureza loira. Mas a cada mudança vinha um enorme desafio: “como vou ser vista pelo mundo?”
Hoje, aos 40 anos, quero que o mundo me veja como ele achar melhor. Para mim, o que mais importa é como eu me vejo e com certeza para aqueles que me lêem nesse momento e um dia me encontrar pela vida vai compreender que essa minha frase é pura realidade.
Colaboração: Simone Petinatti – Hair Stylist – Fone: (11) 3094.2640
www.portalsaude.org
“Nega do cabelo duro,
Qual o pente que te penteia
Teu cabelo ta moda
O teu corpo bamboleia
Minha nega, meu amor
Qual é o pente que te penteia...”
Cantado em verso e prosa por diferentes ícones do nosso cancioneiro popular, cabelo sempre está presente em nossa vida. Posso afirmar que o cabelo faz parte da lista que cobiçamos ao admirar alguém, só perde para: bumbuns, seios e sorrisos. Que me perdoem os carecas que por sinal em sua maioria são recheados de puro charme.
A importância dos cabelos é tanta em nossa vida que um dos mais recentes sucessos americanos é o musical Hairspray. Obteve a maior renda de estréia alcançada até hoje por um longa do gênero, batendo sucessos como "Grease: Nos tempos da brilhantina" e "Moulin Rouge! - Amor em Vermelho”. "Hairspray" é baseado em um musical da Broadway e conta a história de uma adolescente um pouco acima do peso que sonha em ser estrela de um show de tv que apresenta jovens talentos da dança.Logo a garota desperta a inveja de pessoas do meio.Tudo se passa na década de 60. A estréia no Brasil está prevista para Setembro deste ano.
Os cabelos, apesar de não terem função fisiológica vital, tem uma grande importância psicossocial relacionada à aparência e auto estima. O cabelo é uma estrutura complexa que tem bulbo (raiz) formado de vários tipos de células e haste que consiste também de células e algumas proteínas destacando-se a queratina e melanina. O cabelo tem um ciclo trocando várias vezes durante a vida. No couro cabeludo há em média 150.000 fios sendo que volta de 10% estão na fase de queda. O crescimento do cabelo é de cerca de 1 cm por mês e a perda normal varia de 50 a 100 fios.
Imagem é tudoMarketing pessoal exige mais do que palavras ao vento; vai desde a postura ética, passando pela competência, até os valores que o profissional defende na sociedade.
Conhecimento, treinamento, dedicação, disciplina e muita perseverança são as características que definem um profissional que aplica na sua carreia a estratégia do marketing pessoal. Uma carreira bem-sucedida é baseada em conhecimento, talento e, sobretudo, na imagem que o profissional consegue com os colegas e chefias.
A estratégia adotada é ser sempre simpático com os clientes, mostrar à chefia segurança na tomada de decisões e cuidar do visual. “Quando nos preparamos, temos mais gás para executar os objetivos, mais disposição para as funções profissionais.”
O diferencial é a forma alegre com que se trata os desafios e a motivação permanente. Um dos investimentos no visual que está em voga é uma completa reforma no sorriso, realinhando os dentes.
Além dos tratamentos capilares que vão desde corte e tintura até tratamentos mais específicos.A importância dos cabelosNas comunidades humanas, a estética é muito valorizada. Em razão disso, apesar de não apresentarem importância maior para a sobrevivência do indivíduo, os cabelos têm valor indiscutível como ornamento pessoal.Em algumas culturas, o aspecto dos cabelos assinala diferenças sociais ou profissionais; já em outras, atende a exigências religiosas ou até mesmo a posicionamentos políticos.Compondo a moldura do rosto, os cabelos sinalizam formas de encarar a vida e, muitas vezes, importantes mudanças do comportamento pessoal.Cortá-los, penteá-los, pintá-los de acordo com os próprios desejos são maneiras que cada um tem de demarcar sua individualidade.Contribuindo para uma imagem clássica ou radical, os cabelos são repletos de significados associados a conceitos de ousadia, juventude, liberdade, sedução e poder.Constituem-se na característica mais marcante e variável dos seres humanos, tornando-se ingredientes fundamentais da identidade pessoal.Para muitos, perdê-los é um desfiguramento grave.
Dentro deste universo conversei com a consagrada “hair stylist” Simone Petinatti, do Studio W – Shopping Iguatemi SP, que trabalha com criações únicas, pois é especialista em Alquimia em cores, além de aplicar a técnica do visagismo fazendo cortes que combinam com personalidade e estilo de cada cliente.
Simone também assinala que um ponto forte no seu estilo de trabalho é ensinar aos clientes a melhor forma de aplicar saúde aos nossos cabelos, que vão da reconstrução de fios, alisamentos, até prevenção de queda.
MAS ATÉ QUE PONTO O CABELO INFLUNCIA A NOSSA PERSONALIDADE?
De acordo com Branden (2002), auto-estima é a capacidade que uma pessoa tem de confiar em si própria, é algo que afeta crucialmente todos os aspectos da nossa experiência, é expressar de forma adequada para si e para os outros as próprias necessidades e desejos. A auto-estima não aparece de modo isolado, ela se desenvolve como parte de nossa personalidade. Portanto, a auto-estima é a chave para o sucesso ou para o fracasso.
Existe a auto-estima positiva e a auto-estima negativa. A auto-estima positiva é sentir-se confiantemente adequado a vida e a auto-estima baixa é sentir-se inadequado a vida, com negativismo sobre si mesmo.
“Canto porque amo. Mas também canto para os meus fãs e eles merecem de mim o melhor e isso inclui em visual, pois tenho consciência que sirvo de referencia para muitas pessoas, por isso não abro mão de manter meus cabelos sempre tratados e com um estilo que retrata minha personalidade” – Cantor Paulo Ricardo.
Segundo alguns estudiosos, a auto-estima parece ter uma ligação muito forte com os objetivos e planos que estabelecemos para nós e que dão um significado à nossa vida. Desenvolver a auto-estima é desenvolver a condição de que somos capazes de viver e somos merecedores da felicidade, e portanto, capazes de enfrentar a vida com mais confiança, boa vontade e otimismo, que nos ajudam a atingir nossas metas e a sentirmo-nos realizados. Desenvolver a auto-estima é expandir nossa capacidade de ser feliz.
A baixa auto-estima gera ansiedade, medo, depressão, fobias, enfim, uma série de outros problemas. Pois a baixa auto-estima revela uma pessoa que não expressa os seus sentimentos para os outros, acaba tornando-se mentirosa a si mesma.
Auto-estima, seja qual for o nível, é uma experiência íntima, reside na carne do nosso ser. É o que eu penso e sinto sobre mim mesmo, não o que o outro pensa e sente sobre mim.
Em nossa sociedade as pessoas primeiro criticam para depois e bem depois aceitarem as diferenças. Já tive cabelo longo, curto, liso, encaracolado, já fui morena e atualmente estou alinhada a minha natureza loira. Mas a cada mudança vinha um enorme desafio: “como vou ser vista pelo mundo?”
Hoje, aos 40 anos, quero que o mundo me veja como ele achar melhor. Para mim, o que mais importa é como eu me vejo e com certeza para aqueles que me lêem nesse momento e um dia me encontrar pela vida vai compreender que essa minha frase é pura realidade.
Colaboração: Simone Petinatti – Hair Stylist – Fone: (11) 3094.2640
segunda-feira, 12 de maio de 2008
WWW.PORTALSAUDE.ORG
Diante deste momento de total abandono que vive a saúde hoje no Brasil, nasce uma organização não governamental, sem fins lucrativos, sediada na cidade de São Paulo e que tem como objetivo amparar todos os brasileiros, portadores ou não de doenças crônicas, abordando diferentes temas relacionados à área da saúde: O Portal Saúde. Formado por profissionais da área médica como farmacêuticos, odontologistas, médicos, psicólogos, e apoiado por pedagogos, advogados, jornalistas, administradores hospitalares, universitários e pacientes, o Portal Saúde é constituído de artigos, matérias, pesquisas, informações sobre medicamentos, dicas e todos os tipos de notícias sobre o que está acontecendo no Brasil, em termos gerais, na área de saúde. A partir dessa data você está convidado a visitar o Portal Saúde através do endereço: www.portalsaude.org. Você poderá navegar, conhecer melhor nossos objetivos, cadastrar-se para diversos fins e, com isso, fazer parte da nossa equipe sugerindo temas para serem abordados, enviando artigos, notas e informações, dentre outras coisas. O Portal Saúde foi desenvolvido para você, e seus serviços serão prestados em todo o território nacional, buscando sempre a excelência e qualidade de seu conteúdo, juntamente com seus parceiros e fornecedores, para assim garantir uma postura honesta e ética acima de tudo a todos os seus usuários. Venha fazer parte dessa família! Contamos com você!
Atenciosamente
Equipe Portal Saúde
Email: contato@portalsaude.org
Site: www.portalsaude.org
Atenciosamente
Equipe Portal Saúde
Email: contato@portalsaude.org
Site: www.portalsaude.org
MÉDICO VERSUS PLANOS DE SAÚDE
Por Adriana Leocádio
Nessa minha convivência no mercado da saúde, tenho conversado muito com médicos de diferentes patologias e acabei chegando a triste conclusão que médicos que vivem da clínica particular são aves raríssimas. Mais de 97% prestam serviços aos planos de saúde e recebem valores vergonhosos por consulta. Aqueles que por alguma força do destino conseguiram seu credenciamento junto a alguma operadora de saúde suplementar, pois a maioria que tem qualificação exemplar não consegue fazer parte da lista de credenciados.
Os responsáveis pelos planos de saúde alegam que os avanços tecnológicos encarecem a assistência médica de tal forma que fica impossível aumentar a remuneração sem repassar os custos para os usuários já sobrecarregados. Os sindicatos e os conselhos de medicina desconfiam seriamente de tal justificativa, uma vez que as empresas não lhes permitem acesso às planilhas de custos. Tempos atrás, a Fipe realizou um levantamento do custo de um consultório-padrão, alugado por R$ 750 num prédio cujo condomínio custasse apenas R$ 150 e que pagasse os seguintes salários: R$ 650 à atendente, R$ 600 a uma auxiliar de enfermagem, R$ 275 à faxineira e R$ 224 ao contador. Somados os encargos sociais (correspondentes a 65% dos salários), os benefícios, as contas de luz, água, gás e telefone, impostos e taxas da prefeitura, gastos com a conservação do imóvel, material de consumo, custos operacionais e aqueles necessários para a realização da atividade profissional, esse consultório-padrão exigiria R$ 5.179,62 por mês para sua manutenção.
Por isso, os usuários dos planos de saúde se queixam: "Os médicos não examinam mais a gente"; "O médico nem olhou a minha cara, ficou de cabeça baixa preenchendo o pedido de exames enquanto eu falava”; "Minha consulta durou cinco minutos”.
Voltemos às consultas, razão de existirem os consultórios médicos. Em princípio, cada consulta pode gerar de zero a um ou mais retornos para trazer os resultados dos exames pedidos. Os técnicos calculam que 50% a 60% das consultas médicas geram retornos pelos quais os convênios e planos de saúde não desembolsam um centavo sequer.
É possível exercer a profissão com competência nessa velocidade? Conversando com médicos com experiência de quem atende doentes há quase 40 anos, posso garantir-lhes que não é.
“O bom exercício da medicina exige, além do exame físico cuidadoso, observação acurada, atenção à história da moléstia, à descrição dos sintomas, aos fatores de melhora e piora uma análise, ainda que sumária, das condições de vida e da personalidade do paciente.”
Levando em conta, ainda, que os seres humanos costumam ser pouco objetivos ao relatar seus males, cabe ao profissional orientá-los a fazê-lo com mais precisão para não omitir detalhes fundamentais. A probabilidade de cometer erros graves aumenta perigosamente quando médicos se vêem obrigados a avaliarem quadros clínicos complexos entre dez e 15 minutos. O que os empresários dos planos de saúde parecem não enxergar é que, embora consigam mão-de-obra barata - graças à proliferação de faculdades de medicina que privilegiou números em detrimento da qualidade -, acabam perdendo dinheiro ao pagar honorários tão insignificantes: médicos que não dispõem de tempo a "perder" com as queixas e o exame físico dos pacientes, pedem exames desnecessários. Tossiu? Raios X de tórax. O resultado veio normal? Tomografia computadorizada. É mais rápido do que considerar as características do quadro, dar explicações detalhadas e observar a evolução. E tem boa chance de deixar o doente com a impressão de que está sendo cuidado.
A economia no preço da consulta resulta em contas astronômicas pagas aos hospitais, onde vão parar os pacientes por falta de diagnóstico precoce, aos laboratórios e serviços de radiologia, cujas redes se expandem a olhos vistos pelas cidades brasileiras.
Além disso, entra em campo o judiciário que vem salvar vidas através das mãos de “ainda” raros profissionais advogados especializados na área da saúde, que fazem prevalecer os direitos constantemente negados, principalmente quando os tratamentos solicitados são referente a doenças crônicas que em sua maioria resulta em tratamento de alto custo. Se falar na assistência farmacêutica então, ou mesmo o home care, ai a situação só piora.
Aos médicos, que atendem a troco de tão pouco, só resta à alternativa de explicar à população que é tarefa impossível trabalhar nessas condições e pedir descredenciamento em massa dos planos que oferecem remuneração vil. É mais respeitoso com a medicina procurar outros meios de ganhar a vida do que universalizar o cinismo injustificável do "eles fingem que pagam, a gente finge que atende”.
O usuário, ao contratar um plano de saúde, deve sempre perguntar quanto receberão por consulta os profissionais cujos nomes constam da lista de conveniados. Longe de mim desmerecer qualquer tipo de trabalho, mas eu teria medo de ser atendido por um médico que vai receber bem menos do que um encanador cobra para desentupir o banheiro da minha casa.
Nessa minha convivência no mercado da saúde, tenho conversado muito com médicos de diferentes patologias e acabei chegando a triste conclusão que médicos que vivem da clínica particular são aves raríssimas. Mais de 97% prestam serviços aos planos de saúde e recebem valores vergonhosos por consulta. Aqueles que por alguma força do destino conseguiram seu credenciamento junto a alguma operadora de saúde suplementar, pois a maioria que tem qualificação exemplar não consegue fazer parte da lista de credenciados.
Os responsáveis pelos planos de saúde alegam que os avanços tecnológicos encarecem a assistência médica de tal forma que fica impossível aumentar a remuneração sem repassar os custos para os usuários já sobrecarregados. Os sindicatos e os conselhos de medicina desconfiam seriamente de tal justificativa, uma vez que as empresas não lhes permitem acesso às planilhas de custos. Tempos atrás, a Fipe realizou um levantamento do custo de um consultório-padrão, alugado por R$ 750 num prédio cujo condomínio custasse apenas R$ 150 e que pagasse os seguintes salários: R$ 650 à atendente, R$ 600 a uma auxiliar de enfermagem, R$ 275 à faxineira e R$ 224 ao contador. Somados os encargos sociais (correspondentes a 65% dos salários), os benefícios, as contas de luz, água, gás e telefone, impostos e taxas da prefeitura, gastos com a conservação do imóvel, material de consumo, custos operacionais e aqueles necessários para a realização da atividade profissional, esse consultório-padrão exigiria R$ 5.179,62 por mês para sua manutenção.
Por isso, os usuários dos planos de saúde se queixam: "Os médicos não examinam mais a gente"; "O médico nem olhou a minha cara, ficou de cabeça baixa preenchendo o pedido de exames enquanto eu falava”; "Minha consulta durou cinco minutos”.
Voltemos às consultas, razão de existirem os consultórios médicos. Em princípio, cada consulta pode gerar de zero a um ou mais retornos para trazer os resultados dos exames pedidos. Os técnicos calculam que 50% a 60% das consultas médicas geram retornos pelos quais os convênios e planos de saúde não desembolsam um centavo sequer.
É possível exercer a profissão com competência nessa velocidade? Conversando com médicos com experiência de quem atende doentes há quase 40 anos, posso garantir-lhes que não é.
“O bom exercício da medicina exige, além do exame físico cuidadoso, observação acurada, atenção à história da moléstia, à descrição dos sintomas, aos fatores de melhora e piora uma análise, ainda que sumária, das condições de vida e da personalidade do paciente.”
Levando em conta, ainda, que os seres humanos costumam ser pouco objetivos ao relatar seus males, cabe ao profissional orientá-los a fazê-lo com mais precisão para não omitir detalhes fundamentais. A probabilidade de cometer erros graves aumenta perigosamente quando médicos se vêem obrigados a avaliarem quadros clínicos complexos entre dez e 15 minutos. O que os empresários dos planos de saúde parecem não enxergar é que, embora consigam mão-de-obra barata - graças à proliferação de faculdades de medicina que privilegiou números em detrimento da qualidade -, acabam perdendo dinheiro ao pagar honorários tão insignificantes: médicos que não dispõem de tempo a "perder" com as queixas e o exame físico dos pacientes, pedem exames desnecessários. Tossiu? Raios X de tórax. O resultado veio normal? Tomografia computadorizada. É mais rápido do que considerar as características do quadro, dar explicações detalhadas e observar a evolução. E tem boa chance de deixar o doente com a impressão de que está sendo cuidado.
A economia no preço da consulta resulta em contas astronômicas pagas aos hospitais, onde vão parar os pacientes por falta de diagnóstico precoce, aos laboratórios e serviços de radiologia, cujas redes se expandem a olhos vistos pelas cidades brasileiras.
Além disso, entra em campo o judiciário que vem salvar vidas através das mãos de “ainda” raros profissionais advogados especializados na área da saúde, que fazem prevalecer os direitos constantemente negados, principalmente quando os tratamentos solicitados são referente a doenças crônicas que em sua maioria resulta em tratamento de alto custo. Se falar na assistência farmacêutica então, ou mesmo o home care, ai a situação só piora.
Aos médicos, que atendem a troco de tão pouco, só resta à alternativa de explicar à população que é tarefa impossível trabalhar nessas condições e pedir descredenciamento em massa dos planos que oferecem remuneração vil. É mais respeitoso com a medicina procurar outros meios de ganhar a vida do que universalizar o cinismo injustificável do "eles fingem que pagam, a gente finge que atende”.
O usuário, ao contratar um plano de saúde, deve sempre perguntar quanto receberão por consulta os profissionais cujos nomes constam da lista de conveniados. Longe de mim desmerecer qualquer tipo de trabalho, mas eu teria medo de ser atendido por um médico que vai receber bem menos do que um encanador cobra para desentupir o banheiro da minha casa.
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